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sábado, 21 de abril de 2012

Grupo Cassol implanta censura demitindo funcionários e proibindo entrevistas de adversários


A censura e a retaliação se instalou na Rádio Planalto AM, de Ji-Paraná, pertencente ao senador Ivo Cassol (PP-RO). A vítima mais recente é o apresentador Natalino Júnior, que foi demitido na tarde de quinta-feira (19), depois de ter entrevistado o vereador Josiel Carlos de Brito, na foto, (PMDB). Na entrevista, o vereador falou do programa Asfalto Bom, do governo Confúcio, que prevê o asfaltamento de 500 quilômetros de ruas em todos os municípios.

No meio da entrevista o microfone do vereador foi cortado e ele foi convidado a se retirar da emissora imediatamente. Nos bastidores, circula a informação de que Ivo Cassol não permite que adversários concedam entrevista em sua rádio. Também não é admitido que seja falado bem deles.

O caso repercutiu em Ji-Paraná, devido ao desrespeito com o vereador. A Câmara Municipal divulgou uma nota condenando a censura. Diante da repercussão, Cassol tirou o corpo fora e disse nada ter a ver com o ocorrido. A direção da rádio divulgou uma nota sem fundamento, dizendo que não poderia permitir propaganda eleitoral antecipada. Diversos jornalistas perguntaram: Confúcio é candidato a que?

Depois da descortesia com o vereador, a direção da emissora demitiu o apresentador Natalino Júnior sem maiores explicações. Ele ficou sem entender, porque rádio e televisão são concessões públicas. O sinal não pertence ao senador Ivo Cassol.

Esta não é a primeira vez que o grupo Cassol cria problemas com jornalistas de Ji-Paraná devido a questões políticas. Com 15 anos de carteira assinada na então Rádio Itapirema, onde apresentava um jornal pelo mesmo período, o apresentador Edivaldo Gomes foi demitido no primeiro mês que o grupo comprou a emissora, hoje Planalto.

O motivo da demissão teria sido uma entrevista que Edivaldo havia agendado com a ex-senadora Fátima Cleide. À época o apresentador contou que ficou assustado, quando anunciou a entrevista e virou um corre-corre dentro da rádio. Então, lhe foi dada a ordem de retirar o telefone do gancho, já que Fátima falaria de Brasília.

Na mesma hora Fátima Cleide ligou no celular dele e foi informada que a rádio havia mudado de dono e ela estava proibida de falar. No outro dia Edivaldo Gomes foi demitido. Ele teria contrariado uma recomendação da direção da emissora, porque não quis mentir para a ex-senadora. O apresentador havia sido orientado a dizer que o telefone estava com problemas. Ele perguntou até quando deveria ficar dando essa desculpa e avisou que Fátima Cleide perceberia. Assim, resolver dizer a verdade.

A ex-assessora técnica e ex-secretária-adjunta da Saúde nos governos Cassol e Cahulla, Josefa Nunes Ramos, que diz correr risco de vida por estar envolvida no pagamento de R$ 2 milhões à empresa Reflexo, já havia denunciado a forma como Cassol teria tratado os veículos de comunicação. Segundo ela, o governo Cassol recolhia dinheiro para calar a boca da imprensa. “Se calavam (os veículos de comunicação, segundo ela) porque era dado grão de milho todos os meses”, disse.

O governador Confúcio Moura (PMDB), ao contrário, não tem censurado nada. Não cortou a mídia da TV Record quando a emissora abriu espaço duas vezes seguidas para que Ivo Cassol “detonasse” Confúcio às vésperas da votação, pela Assembléia Legislativa, do empréstimo junto ao BNDES.


fonte: Rondoniavip.com


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