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quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Decisão da Justiça Federal de RO de libertar Isaías do Borel um dos principais chefes do narcotráfico revoltou o Tribunal de Justiça do Rio


O traficante é apontado pela Vara de Execuções Penais como um dos traficantes de maior influência no Rio, e chefe da maior facção criminosa do estado. O pedido acabou sendo negado pela Justiça Federal.

A decisão da Justiça Federal revoltou o Tribunal de Justiça do Rio. Acusado de ser um dos mandantes dos ataques incendiários a ônibus no Rio, em 2006, numa onda de violência que apavorou a cidade, Isaías, para o TJ, continua a ter forte atuação na criminalidade.

Em pedido, no início deste ano, para renovar a permanência de Isaías em um presídio federal por mais 360 dias, o traficante é apontado pela Vara de Execuções Penais como um dos traficantes de maior influência no Rio, e chefe da maior facção criminosa do estado. O pedido acabou sendo negado pela Justiça Federal.

— Ele não é qualquer integrante do tráfico. Ainda é o grande chefe de uma quadrilha. É lamentável que o juiz de Porto Velho tenha soltado ele. E eu acho que é, no mínimo, temerário — criticou o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Manoel Alberto Rebêllo dos Santos.



Trabalhar é condição

Na decisão que deu liberdade a Isaías do Borel, dada na última sexta-feira, o juiz de Porto Velho, Marcelo Meireles Lobão, alegou que o réu já estava preso há mais de 20 anos, cinco em presídio federal, além de já estar com o benefício vencido, e ter conduta carcerária boa. Isaías já foi preso três vezes. A primeira delas foi em 1981, por porte de armas e vadiagem.

O juiz exigiu, além de o traficante ter que ficar longe das comunidades cariocas, que ele não saia de casa depois das 23h, consiga um trabalho e apresente-se à Justiça a cada dois meses. Ele também não poderá frequentar locais que sejam de "duvidosa reputação".

Na tentativa de reverter a decisão da Justiça Federal, ontem, o Tribunal de Justiça do Rio entrou com um recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ), questionando a competência do juiz de Porto Velho para colocar Isaías em liberdade.

— Além do chamado conflito de competência, estamos estudando ainda outros meios de tentar mudar essa decisão — informou o presidente do TJ, Manoel Rebêllo dos Santos.



Memória

Preso desde 1990, Isaías do Borel é um dos principais chefes do narcotráfico no Rio de Janeiro. A carreira do bandido começou em 1981, como ladrão em mansões no Alto da Boa Vista. Dois anos depois, assumiu o comando da quadrilha do Morro do Borel, na Usina. Em pouco tempo, ampliou seu raio de ação para a Grande Tijuca. Na época, seu pequeno exército tinha cerca de 150 homens.

Ele foi preso em 16 de janeiro de 1990, quando dirigia sozinho um carro, no cruzamento das Ruas Conde de Bonfim com Uruguai, na Tijuca. Condenado, foi mandado para a penitenciária Bangu 3. Mesmo atrás das grades, continuou à frente do crime. Na madrugada de 28 de dezembro de 2006, ele teria ordenado ataques nas ruas do Rio.

O episódio levou o governador Sérgio Cabral a pedir a sua transferência para o presídio federal de Catanduvas (PR), em 2007. Três anos depois, Em 2010, foi transferido para Porto Velho (RO) por estar por trás de uma série de atentados em retaliação à instalação das UPPs na capital. Soropositivo, Isaías cumpria pena de 40 anos e 11 meses.


Autor: Globo

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